24 novembro 2008

Parabéns, papi.


Por tudo o que foste, és e serás sempre para mim. Adoro-te.

Hoje, se pudesse, iria fazer-te um bolo de chocolate. Nem que fosse daqueles que nem uma Black'n Deker pode perfurar. Mas era com amor!

Semba & Funáná

Só mesmo tu, Pedro, para fazeres com que uma noite qualquer de sábado à noite – em que faltam as energias até para levantar mais um copo de paródia – numa ocasião memorável. Fiz o meu melhor para alinhar contigo as passadas do semba e do funáná e agora dói-me todos os ossinhos e músculos do corpo. Porra! Só tu para me fazeres dançar descalça, depois dos meus chinelos que levei a uma festa chique rebentarem. Só tu para me encheres de areia na Prainha às 7 da matina e ainda me levares outra vez ao Tabanka para a ‘saideira’. Enfim, Pedro, só tu mesmo… Porra!

Santiago

Dia 20 de Novembro. Parabéns Ana e Tide. Uma nova estrelinha nasceu na nossa constelação;)

15-22/11

Foi uma semana fantástica para espíritos sedentos de cultura desta nossa urbe. Variedade e qualidade viram-se e agradecem-se.

Yo no me lo creo
O flamenco sempre mexeu comigo, impressiona-me a paixão que se canta. Impressiona-me as mulheres que atiram apupos “Olé” e “Vale”, enquanto a protagonista de histórias de amor e de morte canta chorando ou chora cantando, não se bem distinguir. Impressiona-me a ausência do ‘cajon’ (elemento, pensava eu, imprescindível num concerto de flamenco) ser substituído pela “precursão corporal” que incute o ritmo de cada música. Impressiona-me, sobretudo, fechar os olhos e sentir aquela voz a entrar em mim, na corrente do meu sangue, e correr todo o meu corpo num arrepio.

14.11 O flamenco mostrou-se à Cidade da Praia com uma actuação singular de Marina Herédia, acompanhada apenas por uma guitarra e duas vozes femininas. Pena só se terem soltado em danças e largado os microfones no final do espectáculo.


Marina Herédia ( @ El diário montanês)

Navegante na minha meninice

“Oh Maria Faia, oh Faia Maria” foi uma das canções de meninice que me trouxe aquela lagrimazinha e uma gargalhada abafada quando recordei da minha irmã, ainda pequenina, com uns 4 anos, quando os caracóis lhe caiam para os olhos, a dizer que as pessoas do coro do Hospital eram maus porque chamavam a Maria de feia… Lembrei-me dos passeios de domingo à tarde ao São Bentinho, ao Sameiro e à Penha com os meus avós e a minha tia Paulinha, em que cantávamos as mesmas canções que ouvi neste concerto. Foi bom, foi nostálgico, foi reconfortante.

15.11 Num fim-de-semana muito ibérico (sexta-feira, flamenco e sábado, música tradicional portuguesa), os Navegante protagonizaram um espectáculo a saber a terra, ao conforto da minha casa, às saudades de Guimarães. E algo inusitado aconteceu, algo que jamais vi na Cidade da Praia: um concerto que começou a horas. Marcado para as 21h30, espantos dos espantos, os primeiros acordes ouviram-se mesmo às 21 horas e trinta minutos…


José Barros (vocalista dos Navegante @ Attakom)

Manu Preto e Béti a solo

Era a vez da dança. Manu Preto, veterano nas andanças de Dom Quixote, e Béti, que se estreou no seu “Caminho” na Praia, deram-me mais uma vez aquela sensação de “esmagamento” que ambos, juntamente com a companhia Raiz di Polon, sempre me habituou. Habituar, não, que nunca me habituei, porque é uma sensação frequente que nunca acomodei.

17.11 O Centro Cultural Português organizou uma semana de espectáculos por ocasião do Fórum sobre Economia da Cultura. Dois conceitos geralmente pouco associados, mas que pode ser um dos motores de desenvolvimento deste país. Para o desenvolvimento económico e cultural. Mas nisto há riscos, muitos riscos, como em quase tudo quando o pensamento economicista mete o bedelho.

As Máscaras do amor

E agora Teatro. O cenário fez-me lembrar (mesmo que não tenha nada a ver, porque isto de associações mnemónicas pode trapacear qualquer um) o “Sonho de uma noite de Verão”, de Shakespeare, com os baloiços gigantes e a varandinha de hera. O texto, com umas tiradas brilhantes em crioulo, era envolvente. A dialéctica sobre o amor carnal de Arlequim e o amor espiritual do Pierrot, entre o concreto e o sonho, entre duas realidades que, por muito que se queira, nunca se intercepcionam. Ter aquele conforto de ver num texto escrito por outra pessoa (Menotti Del Picchiacomo, em 1920) reflectido o que pensamos, sem que alguma vez tenhamos encontrado as palavras para o descrever.

Encantou-me o amor de Pierrot, nos dias de hoje tão raro, diria mesmo, impossível… Porque é sempre vencido pelo amor de Arlequim, mais rápido, mais intenso e também, por isso, mais vazio.

19.11 A peça Máscaras estreia na Cidade da Praia, na primeira colaboração entre um grupo de teatro do Mindelo e a companhia Raiz di Polon, da Praia. Disseram-me isto como se me tivessem a contar que tinham descoberto a cura para a SIDA e não percebi porquê. “Dah, Catarina, é a primeira vez que um grupo de teatro do Mindelo e um grupo da Praia se juntam”. Caiu-me a ficha, mas não consegui deixar de achar esse facto uma trivialidade perto das outras características únicasda peça. Enfim, valeu a pena. E assim caiu o pano sobre a minha (e de muito mais gente) semana cultural na Praia.

Jay no Momento Certo

Tinha visto o cartaz dele pelas ruas e pensei: “Este gajo tem mesmo cara de boa pessoa”. Depois o Nató disse-me que ele era aquele era o rapaz que cantava a música que me tinha mostrado há uns dias, à qual respondi, “é mesmo bom onda!”. Vai daí, comecei a perceber que esse Jay andava a fazer muito sucesso pela nossa urbe e achei que era boa ideia fazer-lhe uma entrevista para os retratos d’A Semana. E pronto, na quinta-feira, 20, durante o ‘check sound’, fui entrevistá-lo.

Dei-me com o mesmo sorriso da foto, um rapaz simpático com ar de miúdo apesar dos seus 30 anos. Um miúdo sem a noção do sucesso que tem, que não sabe que se estivermos dez minutos numa rua do Plateau à espera de uma boleia, ouve-se pelo menos três vezes as músicas dele a sair dos carros que passam, muito menos imaginava o que o esperava nos três dias que se seguiram à entrevista. Foi recebido de uma forma como eu nunca vi por estas bandas. Teceram-lhe rasgados elogios, aos quais reagiu sempre com uma humildade confiante, e emocionou-se quando viu um dos seus anseios a concretizar-se. A emoção dele tocou a minha, porque não é todos os dias que uma pessoa vê sonhos a tornarem-se realidade. Quando o encontrei na praia, na tarde de sábado, falou-me dos seus outros sonhos, que, sinceramente, espero que se concretizem. Depois de conversar comigo, foi dar uns saltos com os miúdos da praia e ensinar-lhes uns movimentos de capoeira. Era um deles, também.

20.11 Assisti ao concerto do Jay, na quinta-feira, no Cockpit. Actuou também na Assomada, na sexta, e no Gimno-desportivo no sábado. Tive pena de não ter ido, porque, como ele disse, “se as pessoas já foram a um concerto meu, não quero que deixem de ir a outro só porque já me viram uma vez. Quero ser a garantia que quando alguém vai ao meu concerto, o pessoal vai passar 'sabi' e não que vai ver a repetição de alguma coisa”.



Jay (@ cartaz espalhado pelas ruas, não sei quem é o autor da foto)

Nota: Houve outros espectáculos, nomeadamente o de quinta-feira, 20, que juntou Ricardo Deus, Kisó, Raul, Ângelo e Djinho no CCP, que, com muita pena minha, perdi devido às minhas obrigações “senzalares”. Sábado, o novo Banco de Investimentos, que anda a fazer furor com as suas iniciativas megalómanas (mas que não deixam de ser bem-vindas, que o digam as discotecas e hotéis da capital…) organizou um concerto de beneficência – com Yola Semedo, Tito Paris, Paulo Flores, Sandra Horta – ao qual também faltei por me faltar energias.

04 novembro 2008

Inquietação do dia

Há algo que hoje (04.11.08) desvie a atenção do mundo das eleições nos EUA?

15 outubro 2008

Tarrafa's fall II

E a nossa saga teve uma sequela...


Nos praia Presidenti


O nosso complexo habitacional


Ponta de Atum


Paulinha, com ar de veraneante a beber água de coco. A presença que fez do meu Tarrafal um lugar ainda mais especial.


A histórica inscrição TARRAFAL, com Paulinha e Helder


Na ida para o Tarrafal, a Iara demonstrou toda a sua perícia fotográfica tentado cegar o Helker e matar-nos a todos.


Viagem muito feelingada. Iara, Helker eu e ao fundo o Mário (nao se vê mas ele está lá!)



Paulinha e Sori por entre o nevoeiro da Serra Malagueta



Eu e a Iara a sofrer com o frio da Serra Malagueta


Red neck Sori

Paulinha e Iara com praia Presidenti ao fundo

O peixinho para o nosso almoço

A melhor grelhada é no Tarrafa's Fall

Helker no seu local preferido do Tarrafal - a sua rede



Eu e Paulinha, versão Cabo Verde


Almoço no Sol & Luna, o lugar dos esparguetes fartos e do peixe fresquinho

Credo.. Helker, Carlinhos, Ruca, senhor das rastas pelos tornozelos e Sori


Despedindo de mais um fim-de-semana na Tarrafal (apesar de estarmos na Serra Malagueta)

Tarrafa's fall I

Fim-de-semana e o pessoal reúne-se para se alhear do mundo e passar sabi no Tarrafal, also known as Tarrafa's Fall. Ficam aqui momentos para a vida!


O grupo todo a comer o belo do frango corado, bombástico até para os estomagos mais fortes!


Sori, eu, Mina, Iara, Rui e Lúcia



O trio maravilha, que se mataram várias vezes do matadouro.



El comandante, Djulai


Iara and her pink guitar


O Mina está doido!

Red neck Mina e Sori

Tocatinas nocturnas



O Regresso à Praia na Serra Malagueta e na Assomada


Vista sobre Santiago




Euro 2008

Eu sei que é tarde e que o Euro há muito acabou, mas só agora tive acesso a estas fotos.



Jorge depois de perder a aposta em que Portugal ganhou à Turquia. Atentem à testa!!!


Sori, Ana e eu. Sempre PORTUGAL!



Banda Sonora

Plush - Stone Temple Pilots

And I feel that times a wasted go
So where ya going to tommorrow?
And I see that these are lies to come
Would you even care?
And I feel it
And I feel it

Where ya going for tommorrow?
Where ya going with that mask I found?
And I feel, and I feel
When the dogs begin to smell her
Will she smell alone?

And I feel, so much depends on the weather
So is it raining in your bedroom?
And I see, that these are the eyes of disarray
Would you even care?
And I feel it
And she feels it

Where ya going to tommorrow?
Where ya going with that mask I found?
And I feel, and I feel
When the dogs begin to smell her
Will she smell alone?

When the dogs do find her
Got time, time, to wait for tomorrow
To find it, to find it, to find it
When the dogs do find her
Got time, time, to wait for tomorrowT
o find it, to find it, to find it

Where ya going for tommorrow?
Where ya going with that mask I found?
And I feel, and I feel
When the dogs begin to smell her
Will she smell alone?

When the dogs do find her
Got time, time, to wait for tomorrow
To find it, to find it, to find it
When the dogs do find her
Got time, time, to wait for tomorrow
To find it, to find it, to find it
To find it
To find it
To find it

*Música repetida muitas vezes, mas que sempre nos fará lembrar dos fins-de-semana no Tarrafa's fall

07 outubro 2008

Volviendo

Quem costuma visitar a Tendinha está habituado às suas ausências. A escrita é só quando aparece o "filing", como se diz por cá, e as minhas luas nunca estão para lá viradas. Não, não fui contagiada pelo sítio onde trabalho, afinal já passaram dois meses...



Nestes dois meses muitas histórias por contar: o primeiro Agosto não catastrófico da minha vida, o concerto dos Nameless Project, os meus meninos da Moradia e arredores, a viagem à Boa Vista, o nosso Tarrafal... Mas a última semana foi particular em acontecimentos marcantes: nasceu uma estrelinha - o Diego, soube que outra vai nascer em Maio, o meu/minha irmãozinho/ãzinha, e o Pedro que ganhou o Prémio Revelação de Jornalismo em Angola.



A todos desejo-vos o mundo em felicidade e eu cá estarei sempre para me rejubilar com os vossos sucesso.



A primeiro foto do filhote/a dos meus paizinhos Pedro e Soraia



O Diego, outra estrelinha na minha vida






A foto que me trouxe o primeiro sorriso do dia. A minha Luna.


Estou orgulhosa de ti, Pedro.