Chá de camomila. Cadeiras e mesas próprias para a escrita. Empregados que não olham para nós à espera que deixemos a mesa livre. Tomadas eléctricas livres para quando termina a bateria do computador. Música baixinha e no smoking. @ Progresso, no Porto. Checked!
09 fevereiro 2012
08 fevereiro 2012
Tanta gente sem casa e tanta casa sem gente
Tanta gente sem casa e tanta casa sem gente. A frase não é minha mas toda a realidade non-sense que lhe está implícita dá-me um estalo de cada vez que vejo casas decrépitas com utilidades desperdiçadas. Neste burgo há muitos destes exemplos. Hoje, observando um deles, lá encontrei uma ténue missão de tecto (não há paredes), aconchegando uma espécie de cama. E é inevitável pensar na imensa estupidez humana que faz com que ainda haja sem-abrigos.
De mãos dadas
Sempre à hora certa lá picam o ponto para marcar a saída de mais um dia. Encontram-se à porta, dão as mãos e juntos caminham até ao autocarro para regressarem a casa. Um amor que surgiu na fábrica de calçado de Guimarães, que resiste ao tempo, alimentado de pequenos fôlegos como aquele encruzilhar de mãos no fim do turno.
Alongamentos oculares
Os benefícios de caminhadas em calçadas à beira mar são muitos, entre eles, a possibilidade de fazer uns bons alongamentos oculares. Aconselho vivamente às pessoas que, como eu, se sentem enviesadas pelo enquadramento dos computadores e da televisão. Alonga-se tanto que até o cérebro se sente numa aula de Pilates.
09 junho 2011
Manifesto anti-anti-amor
Sabem uma coisa? Não gosto que a uma pessoa apaixonada lhe digam que aquela efervescência é sol de pouca dura, que ninguém escapa ao 'seven year (or month?) itch' e que o amor - qual destino fatal! - acaba...
Esses velhos do Restelo, por muita coisa que tenham visto com o passar do tempo, deviam era estar caladinhos e guardar as pedras do caminho para eles. É que em vez de andarem a desperdiçá-las a assombrar a vida dos outros, podem juntá-las e construir um castelo (tal como Pessoa profetizou), onde possam ser felizes.
Porque por muito que eu adore o Oswaldo Montenegro, não gosto de o ouvir cantar que "todo o grande amor só é bem grande se for triste", porque não! Não tem que ser assim! Posso estar imbuída de um espírito algo inflamado, mas realmente faz-me mossa que quando alguém finalmente tem aquilo que quer, por causa destes agourentos, tenha medo de o perder!
28 março 2011
A crise e o futebol de domingo à tarde
Sendo que o futebol vive da febre dos adeptos, o desfasamento dos horários da bola em relação àquilo que os adeptos querem é, no mínimo, injusto.
Prova disso foi a minha tarde de ontem. Fomos os cinco A1 abaixo, numa viagem interrompida pelo desvio até uma terrinha perto da Mealhada para o leitão (pelos vistos, é dado adquirido que as iguarias que caracterizam uma cidade são sempre melhores na periferia). E de repente, algures por Águeda, parecia que estavamos em Guimarães porque a fila que se formava à espera de mesa era feita só de rostos vimaranenses.
Rumo a Coimbra, cafés, roulotes de cachorros e bombas de gasolina borbulhavam de adeptos vitorianos. Depois de pouco mais de 90 minutos de sofrer a bom sofrer, o Vitória voltou a Guimarães com o almejado passaporte para o Jamor. A festa foi "tremendamente indiscritível".
Pelas 21h30, numa estação de serviço a norte os porta-bagagens serviam de mesa de piquenique e o parque de estacionamento estava transformado em recinto de festa. O convívio saudável, feliz, haveria de continuar no berço, onde mais de 4000 adeptos receberam a equipa.
Ontem não foi só o Vitória que ficou a ganhar. O comércio local conimbricense e as cidades circundantes fizeram um dia de greve à crise. O futebol de domingo à tarde não serve só para a alegria dos adeptos, serve também de balão de oxigénio para as economias locais.
07 março 2011
Se não és um animal, estás lixado.
Nesta luta por um lugar ao sol do trabalho (ao sol, não à sombra) tens que ser um verdadeiro animal. Só o instinto de sobrevivência apuradíssimo na comunicação, nos gestos estudados, nas roupas cool, na linguagem apelativa e cheia de soud bites é que faz com que te entre algum no final do mês.
O reconhecimento, esse, acontece-te quando te tornas um "diamante" que, de tanto brilho - qual fogo de artifício! - ofuscas os "demais". Mas já pensaste o que a vida reserva aos "demais" (se calhar até és um deles!)?
E se não fores este animal? E se não tiveres o instinto? E se só queres para ti uma vida segura, sem grandes mossas e empreendimentos? É que, sabes, nem toda a gente tem as características para ser um Steve Jobbs, nem que seja o Steve Jobbs lá da terrinha, e isso não os torna menos competentes.
Por que é que o "diamante" tem direito à vida exótica que almeja e os "demais" são olhados de lado por quererem uma vida simples? Tratam-se de escolhas e há quem só queira a vida de casa-trabalho-trabalho-casa, jogos de futebol com os filhos ao sábado de manhã e passeios aos domingos à tarde. E é verdade que têm direito a isso.
Só que hoje em dia não és ninguém se não tiveres feito Erasmus numa qualquer capital europeia, tirado mestrado em Londres ou em Roma e passado seis meses a viajar pelos países asiáticos. Tens que ser cosmopolita, falar como se entendesses de tudo, ter uma opinião sobre a vida e o mundo na ponta da língua.
E não te espera grande futuro se não tiveres a hipocrisia suficiente para responder às sacramentais perguntas de 'La Palice' das entrevistas de emprego do género "Quem és tu?" e "Onde te vês daqui a três anos". Estás condenado se tens as 'hard skills' necessárias para desenvolver o teu trabalho mas não consegues vender areia no deserto. Porque hoje ou és um animal ou estás lixado.
15 fevereiro 2011
Isto revolta-me
O Young Channel foi feito a pensar neles e só neles
O que me revolta realmente nestas empresas que se dedicam aos jovens, que se vangloriam por criar boas ideias para os jovens e que pretendem ter uma função pedagógica ao lançar temas sérios para jovens é que sejam a verdadeira antítese daquilo que advogam.
São péssimos exemplos para os jovens pois, para eles, só têm o trabalho precário para oferecer. Isto para não falar das empresas que atraem os jovens para "experiências de uma semana", aproveitando-se do trabalho que desenvolvem com afinco para ficarem com o famigerado estágio profissional. No fim dessa "experiência" levam com um "entraremos brevemente em contacto contigo e quase de certeza que ficas". Depois nem sequer se dão ao trabalho de escreverem um e-mail, por muito negativa que seja a resposta.
São empresas que vivem à base de estágios profissionais que depois de terminados, os "abençoados" estagiários levam o "pontapé no rabo", um habituée das relações laborais desta geração (feita de) parva.
São empresas conhecidas na região por esta prática. Fica aqui a ressalva e não são só palminhas para um projecto para jovens que vai sobreviver à custa da desesperada procura pela sobrevivência... dos jovens.
08 fevereiro 2011
Xícara
Porque serão indispensáveis em qualquer boa colecção de música: EP dos Xícara disponível através do site da editora Mdparte ( http://www.mdparte.com/ ) ou através do mail xicara.music@gmail.com .
07 fevereiro 2011
26 anos
Soprar velas traz-me mais pensamentos avaliadores do último ano do que propriamente o histerismo do reveillon. Penso em 2010.
Amor. Apareceu-me do nada, como tudo o que é melhor na vida, veio naturalmente sem ansiedades, sem medos, sem inseguranças, amor puro e simples, transformando-se em tudo o que sempre sonhei para mim.
Margarida. A nossa primeira menina, luz de vida, esperança num mundo maior. Quando ri e nos toca com as mãozinhas muito pequeninas faz apagar tudo e tudo renasce imaculado. É conforto, é confiança, é felicidade. Faz-nos querer ser melhores por ela e para ela.
Casamento. A consagração do amor de duas pessoas é sublime para o par e para quem com eles partilha esse momento, o momento. Felicidade por quem tem tudo o que merece. O brilho do vestido, o sorriso emocionado, os dedos sinceramente entrelaçados, o caminhar pelo vermelho-alegria. Tudo tão belo, tudo tão imaculadamente belo.
Dança. Foi um ano de paixões, ou melhor de descoberta de paixões, daquelas que arrebatam e absorvem, que sugam energias e forças, que frustram e nos disparam como cometas. A fixação em cada movimento do pé: o som seco do arraste do pé no chão de madeira, o subtil roçar dos calcanhares, a elegância do cetim, as cabeças encontradas, as mãos que queimam o olhar, numa intimidade distante. Eu descobri o tango.
Música. Não posso deixar de olhar para o calendário e ver que cada mês teve o seu concerto ou festival: Skunk Anansie, Nouvelle Vague, Festi Angola 2010, Bem Harper, Bons Sons, Avante, Andanças, Paulo Flores, Moonspell, Mariza, Mayra Andrade e o maior dos maiores: Pearl Jam!
(Escrito aos 20 de Dezembro de 2010, meio feito à sorte e às vezes fugindo ao propósito da coisa, sem qualquer ordem de importância porque tudo é mais)
Amor. Apareceu-me do nada, como tudo o que é melhor na vida, veio naturalmente sem ansiedades, sem medos, sem inseguranças, amor puro e simples, transformando-se em tudo o que sempre sonhei para mim.
Margarida. A nossa primeira menina, luz de vida, esperança num mundo maior. Quando ri e nos toca com as mãozinhas muito pequeninas faz apagar tudo e tudo renasce imaculado. É conforto, é confiança, é felicidade. Faz-nos querer ser melhores por ela e para ela.
Casamento. A consagração do amor de duas pessoas é sublime para o par e para quem com eles partilha esse momento, o momento. Felicidade por quem tem tudo o que merece. O brilho do vestido, o sorriso emocionado, os dedos sinceramente entrelaçados, o caminhar pelo vermelho-alegria. Tudo tão belo, tudo tão imaculadamente belo.
Dança. Foi um ano de paixões, ou melhor de descoberta de paixões, daquelas que arrebatam e absorvem, que sugam energias e forças, que frustram e nos disparam como cometas. A fixação em cada movimento do pé: o som seco do arraste do pé no chão de madeira, o subtil roçar dos calcanhares, a elegância do cetim, as cabeças encontradas, as mãos que queimam o olhar, numa intimidade distante. Eu descobri o tango.
Música. Não posso deixar de olhar para o calendário e ver que cada mês teve o seu concerto ou festival: Skunk Anansie, Nouvelle Vague, Festi Angola 2010, Bem Harper, Bons Sons, Avante, Andanças, Paulo Flores, Moonspell, Mariza, Mayra Andrade e o maior dos maiores: Pearl Jam!
(Escrito aos 20 de Dezembro de 2010, meio feito à sorte e às vezes fugindo ao propósito da coisa, sem qualquer ordem de importância porque tudo é mais)
14 dezembro 2010
Calma
Calma é uma assistente social grávida tranquilizar uma mulher transtornada por lhe terem cortado o subsídio, logo este mês, que é mês de Natal. "Só" porque não levou a filha às consultas de ortopedia e ela mesma não foi ao controlo obrigatório da metadona, condição 'sine qua non' para receber o famigerado RSI.
Calma é essa assistente social grávida ouvir ameças a uma colega sua (que estava igualmente calma), de que lhe vai "cortar a cara", de que vai matá-la, de que ela vai saber o que é fome e continuar com o rosto inalterável: nem uma tremura no lábio, nem um espremer de mãos, nem uma contracção no sobrolho.
Calma é essa assistente social grávida ser alertada por alguém bem menos calmo de que a mulher transtornada já pegou na faca e a escondeu no bolso, ser-lhe perguntado por que é que ainda não se chamou a polícia e responder, com toda a calma do mundo, que já ligaram há uma hora mas que ainda não chegaram.
Calma é essa assistente social grávida - e as suas colegas, inclusivamente "a ameaçada" - permanecer não impávida mas serena e recorrer ao ditado que lhes retrata a vida: Este é o pão nosso de cada dia por aqui.
9.10.2010, numa instituição de solidariedade social pública em Guimarães
Calma é essa assistente social grávida ouvir ameças a uma colega sua (que estava igualmente calma), de que lhe vai "cortar a cara", de que vai matá-la, de que ela vai saber o que é fome e continuar com o rosto inalterável: nem uma tremura no lábio, nem um espremer de mãos, nem uma contracção no sobrolho.
Calma é essa assistente social grávida ser alertada por alguém bem menos calmo de que a mulher transtornada já pegou na faca e a escondeu no bolso, ser-lhe perguntado por que é que ainda não se chamou a polícia e responder, com toda a calma do mundo, que já ligaram há uma hora mas que ainda não chegaram.
Calma é essa assistente social grávida - e as suas colegas, inclusivamente "a ameaçada" - permanecer não impávida mas serena e recorrer ao ditado que lhes retrata a vida: Este é o pão nosso de cada dia por aqui.
9.10.2010, numa instituição de solidariedade social pública em Guimarães
Sobre a procura de emprego
"A resposta mais humana que recebi foram as mensagens automáticas enviadas electronicamente."
Filipe, 30 anos
Medo
"Eu também sou medricas, mas não tenho medo de nada e sou mais forte que os adultos."
Susana, 5 anos
Susana, 5 anos
02 dezembro 2010
Tu
Mais do que
És a minha esperança em algo maior!
_____meu amigo
_____prova de bondade
_____sorriso de luz
_____magia na entrega
_____sina de sorte
_____linha comigo cruzada
_____amor da minha vida
_____prova de bondade
_____sorriso de luz
_____magia na entrega
_____sina de sorte
_____linha comigo cruzada
_____amor da minha vida
És a minha esperança em algo maior!
NICOLINAS
Nascemos, crescemos, tornamo-nos adultos e morremos. Brincamos, zangamo-nos, procriamos e desaparecemos. Este é o resumo do ser humano. Mas às pessoas de Guimarães, àquelas que trazem no ADN um amor a uma cidade demasiadas vezes mais madrasta que mãe, está reservado um acontecimento, não pontual mas perene, que os acompanha em cada estágio da vida: as Nicolinas.
Está tão enraizado que só tarde, quando os de fora nos "abrem os olhos", é que nos apercebemos da singularidade de uma tradição com mais de 300 anos. Dá-se um clique. É que estas festas são tão naturais no nosso crescimento como esfolar um joelho ou jogar ao elástico.
Hoje de manhã cedo, enquanto caminhava até ao comboio, ouvi aquele batimento cardíaco exclusivo da minha cidade: o rufar das caixas ao compasso do bizarro fantoche. O ouvido estranhou: hoje é dia 02 de Dezembro... O Pinheiro já passou, as Maçazinhas, Pregão, Posses, Magusto, Baile e Danças ainda estão por vir. Só poderia ser o chamamento para as Novenas.
E, à medida que os meus passos rápidos me afastavam daquele som, a alma ia caminhando mais cheia de Guimarães.
Está tão enraizado que só tarde, quando os de fora nos "abrem os olhos", é que nos apercebemos da singularidade de uma tradição com mais de 300 anos. Dá-se um clique. É que estas festas são tão naturais no nosso crescimento como esfolar um joelho ou jogar ao elástico.
Hoje de manhã cedo, enquanto caminhava até ao comboio, ouvi aquele batimento cardíaco exclusivo da minha cidade: o rufar das caixas ao compasso do bizarro fantoche. O ouvido estranhou: hoje é dia 02 de Dezembro... O Pinheiro já passou, as Maçazinhas, Pregão, Posses, Magusto, Baile e Danças ainda estão por vir. Só poderia ser o chamamento para as Novenas.
E, à medida que os meus passos rápidos me afastavam daquele som, a alma ia caminhando mais cheia de Guimarães.
Xícara
É com alegria imensa, daquela à pais babados, que te vejo subir ao palco. Quero ver-vos por muitos mais plateaux, tantos quantos a vossa música com certeza merece.
Verão 2010

O Inverno está aí, disfarçado com nome de outra estação. Mas eu não podia deixar de aqui fazer esta mostra "ex-temporânea" do meu Verão 2010.
06 agosto 2010
Tchuba
No meu primeiro ano em Cabo Verde, quando começaram as chuvas no mês de Agosto, o meu chefe de redacção pediu-me para elaborar um texto a anunciar que 'tchuba dja da mantenha'.
Nessa altura achei o pedido bastante estranho e até pensei ser algum tipo de "xuxadera" perpretada pelo meu subtilmente jocoso chefe de redacção à minha ignorância natural no que respeita ao país que ainda estava a descobrir (sem nunca ter descoberto por completo...). Mas afinal, não. Lá no seu tom disse: "Não estou a brincar, menina, vai lá fazer o texto!".
E fui. E dei-me conta que realmente a chuva é uma benção, a chuva é amiga (a maioria das vezes...) e faz muita gente feliz! Fiz o texto e pelo número de comentários que esse artigo teve percebi o impacto que as gotinhas de água tem nas pessoas, principalmente para aqueles que estão na 'terra lonji'.
É que quando o meu chefe de redacção me disse para fazer o texto eu ainda arrisquei, petulante: "Mas toda a gente vê que está a chover!". Explicou-me então que esse artigo era importante para a diáspora, sempre atenta aos auspícios e desaires de Cabo Verde.
Agora também eu estou na 'terra lonji', alegro-me ao saber que a chuva já chegou e que as perspectivas são de um bom ano para a 'sementera', tão sedenta do precioso elemento.
Já sei por que é que se escreve notícias sobre a chuva.
Nessa altura achei o pedido bastante estranho e até pensei ser algum tipo de "xuxadera" perpretada pelo meu subtilmente jocoso chefe de redacção à minha ignorância natural no que respeita ao país que ainda estava a descobrir (sem nunca ter descoberto por completo...). Mas afinal, não. Lá no seu tom disse: "Não estou a brincar, menina, vai lá fazer o texto!".
E fui. E dei-me conta que realmente a chuva é uma benção, a chuva é amiga (a maioria das vezes...) e faz muita gente feliz! Fiz o texto e pelo número de comentários que esse artigo teve percebi o impacto que as gotinhas de água tem nas pessoas, principalmente para aqueles que estão na 'terra lonji'.
É que quando o meu chefe de redacção me disse para fazer o texto eu ainda arrisquei, petulante: "Mas toda a gente vê que está a chover!". Explicou-me então que esse artigo era importante para a diáspora, sempre atenta aos auspícios e desaires de Cabo Verde.
Agora também eu estou na 'terra lonji', alegro-me ao saber que a chuva já chegou e que as perspectivas são de um bom ano para a 'sementera', tão sedenta do precioso elemento.
Já sei por que é que se escreve notícias sobre a chuva.
19 julho 2010
Thank you for being our home, when we are away from home
Foto: Sara Sampaio (Marés Vivas, 17 de Julho de 2010)
Marés Vivas: Ben Harper, o rei do festival
Por Pedro Andrade - jpn@icicom.up.pt
Em noite de casa cheia, Ben Harper protagoniza um dos momentos altos de todo o Marés Vivas. Com um cartaz consistente, o concerto dos Editors acaba por desiludir o público no último dia do festival gaiense.
Depois de uma segunda noite praticamente esgotada, a praia do Cabedelo pareceu pequenapequena [Ver] para receber todos os que rumaram até ao Marés Vivas na última noite do festival. Com um cartaz apetecível, era grande a afluência ao final da tarde, fazendo prever a maior enchente da oitava edição do evento.
Quando Ben Harper subiu ao palco, sorridente e a acenar ao público, era praticamente impossível circular pelo recinto. Com um atraso de 15 minutos, o público respondeu efusivamente logo no início do espectáculo, ao cantarem em uníssono um dos grandes temas do cantor californiano, "Diamonds On The Inside". Na bagagem, Ben HarperBen Harper [Ver] traz o disco de 2009, "White Lies for Dark Times", que explora a vertente rockeira do artista.
Energético e bem disposto, Ben Harper fez questão de lembrar o público do "local fantástico" onde se realiza o festival. Numa actuação pautada pelo som da guitarra e pelas jam sessions, o cantor de Claremont tocou "Billie Jean", de Michael Jackson, antes de fazer o público vibrar com o tema "Better Ways".
Acompanhado pelos Rentless7, Ben Harper não termina o concerto sem antes voltar ao mais recente trabalho para tocar o tema "Up To You Now". Com direito a dois encores, o público não arredou pé do recinto e aplaudiu energicamente o artista que fechou em grande, depois de 2h20 de espectáculo, a oitava edição do Marés Vivas. No final, Ben Harper teve ainda tempo para apresentar os Rentless7 e agradecer todo o carinho do público.
Por Pedro Andrade - jpn@icicom.up.pt
Em noite de casa cheia, Ben Harper protagoniza um dos momentos altos de todo o Marés Vivas. Com um cartaz consistente, o concerto dos Editors acaba por desiludir o público no último dia do festival gaiense.
Depois de uma segunda noite praticamente esgotada, a praia do Cabedelo pareceu pequenapequena [Ver] para receber todos os que rumaram até ao Marés Vivas na última noite do festival. Com um cartaz apetecível, era grande a afluência ao final da tarde, fazendo prever a maior enchente da oitava edição do evento.
Quando Ben Harper subiu ao palco, sorridente e a acenar ao público, era praticamente impossível circular pelo recinto. Com um atraso de 15 minutos, o público respondeu efusivamente logo no início do espectáculo, ao cantarem em uníssono um dos grandes temas do cantor californiano, "Diamonds On The Inside". Na bagagem, Ben HarperBen Harper [Ver] traz o disco de 2009, "White Lies for Dark Times", que explora a vertente rockeira do artista.
Energético e bem disposto, Ben Harper fez questão de lembrar o público do "local fantástico" onde se realiza o festival. Numa actuação pautada pelo som da guitarra e pelas jam sessions, o cantor de Claremont tocou "Billie Jean", de Michael Jackson, antes de fazer o público vibrar com o tema "Better Ways".
Acompanhado pelos Rentless7, Ben Harper não termina o concerto sem antes voltar ao mais recente trabalho para tocar o tema "Up To You Now". Com direito a dois encores, o público não arredou pé do recinto e aplaudiu energicamente o artista que fechou em grande, depois de 2h20 de espectáculo, a oitava edição do Marés Vivas. No final, Ben Harper teve ainda tempo para apresentar os Rentless7 e agradecer todo o carinho do público.
Subscrever:
Mensagens (Atom)